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TEATRO DA PEDRA ENCERRA TEMPORADA EM BH ACLAMADO PELO PÚBLICO

  • teatrodapedramg
  • há 3 minutos
  • 2 min de leitura

O espetáculo Brutal provoca a plateia a refletir sobre as violências cotidianas que atingem grupos minorizados, com crítica social e empatia


Foto: Vinícius Cruz
Foto: Vinícius Cruz

 


O Teatro da Pedra encerrou, no domingo (8/2), a curta temporada de apresentação do espetáculo Brutal em Belo Horizonte, durante a 51ª Campanha de Popularização Teatro & Dança, do Galpão Cine Horto.


A escala 6X1, o machismo, a divisão sexual do trabalho, o patriarcado, o racismo, o genocídio da juventude negra, as diferentes violências que atingem os grupos minorizados da população brasileira impactaram o público. 


“Que beleza de espetáculo! Tenso, emocionante, um soco no estômago! Ele escancara, poeticamente, uma realidade que, ainda, teima estar presente. Parabéns pela coragem! Imperdível!”, disse o ator Eugênio Tadeu, membro do grupo cênico e musical Serelepe.   


“Brutal não quer agradar. Quer permanecer. Quer marcar o corpo de quem assiste. Sai-se do teatro com o estômago revirado, o pensamento em alerta e a sensação de que algo foi deslocado; não por excesso, mas por verdade. Em tempos de anestesia coletiva, isso é raro. Em tempos de morte administrada, isso é urgente.”, avaliou o ator Alan Rodrigues, coordenador operacional do Galpão Cine Horto. 


De acordo com o diretor do espetáculo, Juliano Pereira, a excelente receptividade do público da capital repete o que já aconteceu em São Paulo e São João del-Rei, as duas outras cidades em que Brutal já foi encenado. 


“O espetáculo é uma espécie de grito de tudo o que viemos engolindo desde 2013. São inquietações que incomodam a mim, ao elenco e que encontram empatia do público", avalia.  


Com 1h15, o espetáculo é indicado para maiores de 16 anos, com cenas impactantes e uma atmosfera crítica sobre o Brasil contemporâneo. As referências à América Latina também são muitas. 


O cenário, versátil e modular, acompanha o mesmo ritmo da peça, desenhando espaços diferentes para cada cena e reutilizando elementos para criar uma narrativa sobre o quanto a vida no capitalismo pode ser tão indigesta. 


Para saber mais, clique aqui.


Foto: Vinícius Cruz
Foto: Vinícius Cruz
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